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    A morte de Chico Benton


    "Está vivo?"

    Foi com essa pergunta que fui recebido de volta a Second Life depois de mais de dois meses afastado do universo virtual e deste blog.

    O cenário não poderia ser mais apropriado: uma ilha habitada por vampiros, demônios, anjos e lobisomens com direito a floresta, castelo mal-assombrado e, claro, um tenebroso cemitério.

    Batizada de Lendas Urbanas, a ilha serve de palco para o novo RPG - jogo de interpretação de papéis - criado pelo pessoal da Ilha Brasil e inaugurado na última quarta-feira de Halloween. Depois de me oferecer um kit para poder entrar no jogo, meu anfitrião, Gaston Nouvelle, me leva para um rápido passeio pelo lugar.

    "O sim é projetado com 60 mil m2 de esgotos. Dá para se perder feio aqui", me diz Gaston, enquanto nos guia com uma lanterna pelos corredores subterrâneos de Lendas Urbanas. "À noite isso é tétrico."

    Subimos à superfície em um ferro velho, área habitada pelos nekos, criaturas meio-gatos meio-homens que também fazem parte da fauna do jogo. Já no castelo dos vampiros, observo os fantasmas se mexendo nas fotografias antigas, máquinas de tortura espalhadas pelos andares e, aqui e ali, manchas de sangue tingindo o piso e as paredes do lugar. Lembrei imediatamente o que havia me dito minutos antes Gaston:

    "As mordidas dos vampiros aqui realmente ferem; as armas podem matar". Um calafrio percorreu a minha espinha virtual quando me dei conta que, dali a poucos minutos, uma daqueles lápides traria o meu nome inscrito nela. Sim, hoje, eu estava ali para morrer. Meu amigo - e em breve executor e coveiro -, tentou quebrar o gelo: "O que devo escrever na lápide, te vejo no My World?".


    **

    Minha primeira incursão em Second Life data de 19 de julho de 2005. G1 e G2 nem sequer existiam, e o Second Life era então uma comunidade de "mais de 43 mil pessoas" que, só dois anos após sua criação, começava a chamar a atenção da imprensa americana e estrangeira. Passados outros dois anos, Second Life é hoje uma comunidade de mais de DEZ MILHÕES de usuários registrados, sendo que destes pelos menos 880 mil nos últimos 30 dias dedicaram alguns minutos de suas vidas reais a esse universo virtual.

    Quando o G2 começou, em dezembro de 2006, o número de brasileiros que já habitavam o Second Life poderia ser contado nos dedos das mãos. Em pouco menos de um ano, já somos o segundo maior grupo de residentes, atrás dos Estados Unidos e à frente do Japão. Uma versão 100% em português foi lançada, dezenas de empresas (de Bradesco a Volkswagen, de editora Abril a TV Globo) converteram seus reais em lindens para marcar presença no metaverso, e diversos blogs como este, profissionais ou não, começaram a pipocar na internet.

    Mas, por mais que o número de brasileiros em SL venha aumentando a cada dia (alguém se lembra do Orkut?), muitas vezes já é possível sentir um certo descontentamento no ar. "Aquilo virou uma cidade fantasma", desabafou uma colega-virtual deste repórter que preferiu não se identificar por ainda manter um blog sobre SL. "Só entro lá porque sou obrigada. Não há nada de interessante acontecendo."

    Opinião semelhante tem o jornalista e editor da revista "Wired" Chris Anderson, que recentemente saiu ao ataque do admirável mundo novo virtual em artigo batizado de "Why I gave up on Second Life" (Por que eu desisti do Second Life):

    "Bem, em partes é o problema do 'não tem ninguém ali'. Como todo mundo, eu me diverti explorando o conceito e me maravilhando com toda a criatividade. Então me aborreci, e comecei a me impressionar com algo distinto: todos aqueles edifícios corporativos vazios. Durante o dia, eu participava de conferências de marketing que geralmente tinham um pé no SL, com direito a demonstrações no palco (os 'habitantes' sendo invariavelmente empregados pagos). Mas à noite eu voltava aos mesmos lugares, que tinham se transformado em cidades fantasmas uma vez que a demonstração chegasse ao fim. Eu não conseguia entender como companhias continuavam a despejar dinheiro ali. Estariam eles vendo algo que eu não estava?", escreveu Anderson.

    "Minha opinião é que, se você vai evocar conceitos do mundo real como 'lugares' em que 'você vai', então é preciso lidar com expectativas do mundo real. Nós não gostamos de prédios vazios na vida real; por que devemos ser mais tolerantes com eles em SL? Afinal, cidades-fantasma têm fantasmas, também, mas isso não as torna mais atraentes."

    "Acredito que tenha havido um hype excessivo (em torno do SL), mas existe um 'algo ali, ali'", me explica por MSN o japonês Joichi Ito, um dos primeiros a investir - e a perder dinheiro - na internet. Em seu currículo há apostas como a fundação Mozilla (responsável pelo navegador Firefox), o Creative Commons e o agregador de blogs Technorati. "O SL poderia vingar, mas até onde eu vejo, existe mais falação sobre o que está acontecendo ali do que algo acontecendo de fato. Isso me lembra dos primeiros dias da internet quando você tinha a Pizza Hut online, e isso era legal, mas as pessoas que realmente estavam fazendo dinheiro eram as revistas e as pessoas que falavam sobre a net. Nenhum dinheiro começou a ser ganho até que o e-commerce passasse a funcionar, o que levou mais de cinco anos do que a gente imaginava. Pode levar menos para os mundos virtuais e o SL pode sobreviver, mas todas aquelas pessoas abrindo suas lojas em SL e esperando os clientes chegarem provavelmente vão acabar se desapontando".

    Mesmo os mais críticos com a exploração comercial e o futuro de SL, reconhecem entretanto que o universo virtual criado pela Linden Labs muito provavelmente continuará se expandindo. Graças a ele, pesquisas de comunidades 3D na internet estão avançando a todo vapor. Entre elas, há um projeto batizado provisoriamente de My World. Rumores que circulam na internet há pouco mais de um mês dão conta de que o My World seria um projeto do Google para unificar Google Earth, Google Maps, Orkut e a ferramenta de modelagem 3D SketchUp que, segundo uma fonte deste blogueiro que já estaria testando uma versão beta do programa, tem tudo para "pôr o SL no bolso e esmigalhar". O Google, no entanto, nunca se pronunciou oficialmente sobre o My World.

    "Acho que são só rumores por enquanto. O Google tem um acordo com a Multiverse mas é de escala muito pequena, não um 'SL do Google', até onde podemos saber", especula Wagner James Au, jornalista americano responsável por um dos primeiros e mais respeitados blogs de cobertura de SL, o New World Notes. Apesar de todo o cenário fúnebre, Au - também conhecido como Hamlet Au dentro SL - não acredita que estejamos às vésperas de jogar a pá de cal sobre o túmulo de Second Life.


    "Houve, sim, uma pausa no crescimento mensal de usuários ativos, mas o número de assinaturas continua a crescer a uma velocidade incrível. Acho que são problemas de escala que estão provocando a lentidão e os travamentos", defende Au.

    **

    São problemas de outra 'escala', no entanto, que obrigam este blog a puxar o plugue: diante do crescimento exponencial de usários, aumentou também o volume de vernissages, lançamentos, palestras, festas rave etc. que nos chamavam a cobrir. Com o tempo (ou a falta dele, na verdade), histórias de vida comoventes como as do nascimento do primeiro bebê em Second Life, da especuladora chinesa que se tornou milionária vendendo terrenos feitos de pixels ou dos moleques de rua que invadiram a Ilha Brasil desde as primeiras horas de sua criação passaram a ficar em segundo plano no G2. Em uma estranha inversão de valores, o Second Life que estávamos a explorar tornou-se próximo demais da realidade - e para a cobertura desta temos uma equipe toda no G1. O final de ciclo do G2, que começa com a publicação deste post, não significa que os jornalistas do G1 passarão a ignorar o que se passa em Second Life. O fato é que, após quatro anos de existência, SL já se tornou "real" demais para ser coberto apenas do ponto de vista da fantasia - o que a princípio sempre norteou este blog.


    O sonho tem de acabar. De pé diante de meu velho amigo Gaston Nouvelle, peço a ele que acabe com isso de uma vez por todas. A cerca de quatro metros de distância, ele empunha sua metralhadora automática e descarrega toda a munição. Vejo o medidor de energia baixar progressivamente à medida que as balas perfuram o meu avatar. 100... 75... 25... 10... Nos vemos do outro lado.

    [15:42] DCS2 v2.16: Chico Benton Has been Defeated
    [15:42] DCS2 v2.16: Chico Bentonwas Killed By Gaston Nouvelle





    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life


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  2. Atualizado em -

    O pensamento move avatares



    Pesquisadores da Universidade Keio, em Yokohama, no Japão, desenvolveram um "capacete" que permite controlar avatares no Second Life com o pensamento.

    Os sensores monitoram áreas específicas do cérebro e enviam sinais que depois são convertidos e acionam os comandos em um teclado. O sistema é um exemplo de Brain-Computer Interface (BCI).
    Por enquanto, a invenção só permite que o avatar caminhe, sem executar funções mais avançadas.

    Para conferir um vídeo de demonstração, vá até o site do projeto e procure o link logo acima da foto.
    Postado por Marcos Paine, do G2, em First Life.

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  3. Atualizado em -

    Quem precisa dos gráficos 3D?


    Imagine o Second Life sem “gráficos 3D” – elemento característico do universo virtual, mas que ao mesmo tempo é responsável por muitos casos de lag, perda de conexão, esperas infrutíferas e duas ou três dores de cabeça.

    É mais ou menos isso que o Movable Life propõe: um Second Life “light”, com as funções básicas que podem ser acessadas de qualquer navegador (aqui funcionou no Internet Explorer, falhou em algumas funções no Firefox).

    Qualquer usuário cadastrado no Second Life pode acessar sua conta e gerenciar lista de amigos e grupos, enviar mensagens de texto e voz, efetuar buscas no mapa e se teletransportar.

    O inventário também fica disponível para possíveis alterações. O site ainda está em fase alfa de testes, mas pode ser acessado também por aparalhos móveis, como smartphones.

    Você não vai poder comprar nada, nem criar objetos ou participar das raves diárias – que, ultimamente, parecem ser o único evento no SL. Mas vai se livrar de lags e de avatares com corrente de prata no pescoço - pelo menos temporariamente.

    Postado por Marcos Payne, do G2, em Movable Life

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    Triângulos unidos dificilmente serão vencidos


    Wagner James Au conta em seu blog a repercussão do protesto do sindicato italiano contra a IBM. Vale notar o engajamento de figuras revolucionárias como o triângulo verde. Segundo dados “oficiais”, a greve reuniu cerca de 1850 manifestantes.

    E nesta sexta-feira (29), outro protesto deve reunir mais avatares descontentes com o rumo do mundo (virtual ou real?). Na verdade, não é um protesto: é uma gincana bíblica.

    Acontece aqui.
    A equipe vencedora leva cinco camisetas religiosas virtuais - quem participar do evento ganha só uma. A IBM ainda não confirmou presença, mas são aguardados trabalhadores italianos.

    O evento é organizado por uma rádio, tem início às 21h, mas ainda não sabemos quais atividades serão propostas. Recital de versículos? Renderização de milagres? Para participar, inscreva-se antes no blog do evento.

    E lembre-se: "no cheating".

    Postado por Marcos Payne, do G2, em First Life.

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  5. Atualizado em -

    Avatares unidos X IBM - round 1

    “Montar a sede da empresa no Second Life” é coisa do passado. O importante agora é fazer greve contra os patrões no universo virtual.
    O alvo é a IBM, e os manifestantes são funcionários italianos filiados à RSU (Rappresentenza Sindacale Unitaria).

    Eles reclamam do corte de benefícios imposto pela empresa quando eles pediram um aumento de salário. O protesto está marcado para acontecer entre 25 e 30 de setembro, e os organizadores aceitam a participação de simpatizantes.

    Para pegar seu kit-protesto, que contém desde camisetas e placas até cerveja, abra o Second Life e vá até o “comitê”. Se preferir, inscreva-se antes no site da RSU . O sindicato se propõe até mesmo a ajudar os novatos em Second Life a dar os primeiros passos (e gritos de protesto) on-line.

    Resta saber se os acordos financeiros serão fechados em Linden ou Euro.


    Marcos Paine, do G2, em First Life

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  6. Atualizado em -

    Legítima defesa

    Notícia boa: a publicação “New Scientist”, beeeeem das renomadas, vai publicar três reportagens especiais sobre o impacto dos mundos virtuais. A primeira delas, que fala sobre o Second Life, leva o título "Mundos virtuais oferecem muito mais do que apenas escapismo". O texto começa com a história do avatar Jani Myriam (da foto), criado por Willian Wise – Jani se descreve como uma típica garota presa no corpo de um homem.

    Notícia ruim: o conteúdo é super restrito a assinantes e ainda não há no Google outros sites que divulgam o texto completo. Traduzindo: ou você compra a revista ou não poderá usar os argumentos da "New Scientist" para defender o SL dos críticos de plantão.

    Postado por Carpa Jun, do G2, em First Life

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  7. Atualizado em -

    Avatares humanos, demasiado humanos



    O blog New World Notes, um dos melhores que eu conheço quando se trata de cobrir o mundo de Second Life, já está divulgando as primeiras imagens do Uncanny Valley Expo. Em sua segunda edição, o concurso tem como objetivo eleger os avatares mais... humanos de todo o território de SL. Por humano, o criador do concurso, Hamlet Au, entende "o momento raro em que um avatar ganha vida própria". Não ajudou? Então dá uma olhada nas fotos abaixo e veja se ele não tem um pingo de razão...







    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  8. Atualizado em -

    Boas intenções

    E eis que o WWF (Fundo Mundial para a Natureza) desembarcou no Second Life, onde criou a Conservation Island. Segundo a agência de notícias France Presse – também responsável pelas fotos deste post – o espaço será habitado por diversos animais e tem como principal objetivo permitir que os residentes vivam em harmonia com a natureza. Ok, ok, a intenção é das melhores. Mas em sua estréia, o WWF mostrou que realmente não sabe como criar um orangotango na realidade virtual. Dá só uma olhada no visual do bicho, aí embaixo...



    Postado por Carpa Jun, do G2, em First Life

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  9. Atualizado em -

    No escuro

    Fato inédito em minha segunda vida foi ter entrado lá durante a noite. Como boa paulistana, encanei quando me vi em um lugar vazio, completamente tomado pela escuridão. Pior: nesse clima nada amigável, eu estava usando minhas sandálias douradas que poderiam funcionar como um chamariz para pessoas mal-intencionadas. Foi aí que minha vizinha Lígia, aqui da redação, levantou a assustadora questão. “Dá pra ser assaltada no Second Life?” Antes de dar a resposta, e de descobrir que dá pra forçar um sol virtual na segunda vida, desconectei. A sandália digital dourada é minha e ninguém tasca!


    Postado por Carpa Jun, do G2, em Second Life

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  10. Atualizado em -

    Thiago Pereira sai da piscina e mergulha no Second Life



    O nadador Thiago Pereira, fenômeno brasileiro nos Jogos Pan-americanos com seis medalhas, participou hoje de um bate-papo com os residentes na Ilha do Pan. Vestindo um fast skin (espécie de colant para natação) preto que deixava os músculos digitais à mostra, o rapaz fez sucesso com as meninas também no mundo virtual.

    "Uma avatar que não quer se identificar pergunta: você tem namorada???", disparou o mediador do encontro, realizado em um palco espaçoso, com cadeiras na platéia para que todos pudessem assistir... e tietar.

    "Continue assim que você vai longe, garoto!", mandou um. "Grande Thiago, parabéns pelas conquistas", emendou outro. "Qual é a sensação de subir ao pódio?", disparou um terceiro.

    Interagindo direto do Comitê Olímpico Brasileiro, no Rio, Thiago respondeu bem a todos. Enquanto não estava teclando, sentado de pernas cruzadas num sofá, seu avatar disparava fotos para todos os lados. "Achei muito legal. É a primeira vez que eu estou aqui."

    Até tentei cutucar um pouquinho e trazer o papo para o jornalismo, mas assim como nas piscinas da vida real, o ThiagoPereira Hax de Second Life é escorregadio. "O que acha das críticas que a imprensa tem feito ao Pan de que a competição tem sido mais fraca já que os americanos e canadenses não mandam seus atletas top?"

    "Eu acho que é a opção de cada país escolher os atletas que participam. De qualquer modo, acho que estamos de parabéns pelos resultados alcançados, principalmente pelos tempos", aliviou Thiago.

    Outro colega tentou jogar mais lenha na fogueira: "Uma das marcas deste Pan são as vaias da torcida. Seja por motivos políticou ou simplesmente por torcida. Como você vê esse comportamento do público?"

    "Eu acho que as vaias são mais para tentar desconcentrar o adversário. É como se fosse um jogo de futebol. Quando você está na casa do adversário, a torcida acaba sempre vaiando o time que está jogando contra o da casa", respondeu o atleta.

    Voltando às amenidades, Thiago disse que nem ele, nem ninguém na Vila do Pan sabia muito bem o que era esse tal de Second Life. "Normal", pensei, "não deve ser coisa de esportista".

    Até que um residente me pegou de surpresa no meu próprio preconceito: "Sou nadador. Alguma dica para conseguir diminuir meu tempo? Respiração é mesmo fundamental???"

    Respirar é fundamental, isso sim. Mas, uma dica? Que tal começar substituindo as cinco horas diárias em Second Life por cinco horas dando braçadas na piscina?

    (O Thiago não disse isso, claro, foi só um surto de sarcasmo e auto-crítica que ocorreu na hora a este repórter-residente magricela...)

    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  11. Atualizado em -

    Cama de gato

    Um dos maiores empresários do sexo em Second Life, o residente Stroker Serpentine, está processando outro residente, identificado como Volkov Catteneo, por copiar uma de suas principais invenções no universo virtual: a SexGen bed, uma cama erótica que vem com mais de 150 animações para apimentar a relação dos avatares.

    O processo está correndo na Justiça Americana real como "Eros LLC vs John Doe" (John Doe é o termo inglês para Zé Ninguém, prática comum nos tribunais dos EUA quando não se sabe a identidade verdadeira do acusado). Serpentine - na vida real Kevin Alderman - estima que Catteneo teria vendido mais de 100 mil camas eróticas idênticas à sua e por um valor bem inferior. O preço oficial é L$ 12 mil, enquanto a cópia estava sendo vendida por L$ 4 mil.

    Serpentine está pressionando a Linden Labs, empresa responsável pelo SL, para que libere os dados reais de Catteneo. Se obtiver sucesso, o inventor da cama erótica poderá cobrar na Justiça os direitos autorais de sua criação, já que, segundo o estatuto de SL, todo residente tem direito de propriedade intelectual sobre o que produzir no ambiente virtual.

    A informação é de Eric Reuters.

    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  12. Atualizado em -

    Síndrome de SL

    Ei, você aí fora! Se você anda trombando nas paredes, dormindo em pé, "teclando" no ar enquanto conversa e com uma estranha mania de querer voar, cuidado: você pode estar com a temida... Síndrome de Second Life. Veja alguns casos dessa patologia:







    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  13. Atualizado em -

    Diretor e elenco de ‘Transformers’ vão ao ‘Second life’

    O diretor do filme “Transformers”, Michael Bay, e o elenco do filme participaram de uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (22). Nada demais, a não ser o fato que todos estavam reunidos dentro do ambiente virtual Second Life, e foram representados por seus avatares.

    “Estou com peitos gigantes”, espantou-se a atriz Megan Fox, que faz o papel de Mikaela, uma das protagonistas do filme, ao lado de Shia LaBeouf, que interpreta Sam. Megan se referia ao seu avatar em “Second life”, que usava uma blusa decotada.

    Michael Bay usava sua roupa tradicional, calça jeans, camisa e blazer. Ele e o produtor Lorenzo di Bonaventura foram os primeiros a falar com os jornalistas e blogueiros selecionados para a coletiva. Um avatar transformer ficou à porta como se fosse um segurança.

    Bay deu a impressão de estar um pouco irritado no início, ao falar dos Transformers, “nunca colecionei, era velho demais quando eles foram lançados”, mas logo se sentiu mais à vontade falando do filme, estimado em US$ 150 milhões.

    “A gente não copiou simplesmente direto do desenho animado”, disse. “Recriamos os robôs e fizemos alguns novos.” Segundo Bay, os efeitos especiais são tão avançados que o filme não poderia ter sido feito há dois anos. “Há efeitos de luz nos metais para que parecessem velhos... também gostaria que eles se movessem rapidamente, como nos filmes de kung fu.”

    O resultado do filme, que foi finalizado há duas semanas, agradou Michael Bay. “Estou orgulhoso de muita coisa neste filme. Fizemos coisas que nunca foram feitas antes.”

    Diretor e produtor saíram de cena para a entrevista com os atores Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel e Tyrese Gibson. Shia, que já havia sido bastante elogiado por Bay e Bonaventura (os dois o chamaram de “novo Tom Hanks”), falou sobre como é trabalhar no set com Bay e Steven Spielberg, produtor do filme. “Spielberg é mais planejador, Bay só pensa em criar acidentes de carro”, brincou.

    Apesar do filme não ter sido lançado ainda – estréia dia 2 de julho nos EUA e 20 de julho no Brasil – Shia disse que toparia participar de uma seqüência, desde que Michael Bay fosse novamente o diretor. “Só Bay pode fazer este filme.” Tyrese Gibson concordou. “Bay tem o estilo, ninguém gostaria de ver este filme de outro jeito.”

    Postado por Pedro Ock, do G2, em Second Life

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  14. Atualizado em -

    Viu a Lilian Pacce por aí?

    É... o Second Life está mesmo na moda. Literalmente. Depois do Fashion Rio, agora é a vez da São Paulo Fashion Week dar as caras por aqui. O canal GNT acaba de inaugurar um espaço na Ilha Brasil exclusivamente para a semana de moda (de 13 a 19 de junho). O lounge terá festas diárias a partir das 21h com direito a DJs e brindes diversos, incluindo apliques de cabelos para as avatares mais vaidosas. Os que já estiverem se sentido estilosos o suficiente podem ainda encarar a passarela montada no lugar sob os olhares atentos dos fashionistas virtuais de plantão. As apresentadoras Lilian Pacce e Chris Nicklas também prometem dar as caras por lá.

    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  15. Atualizado em -

    Sete pecados perdoáveis, e um nem tanto


    Durou cerca de meia hora a primeira visita do novelista Walcyr Carrasco a Second Life. Sentado em uma poltrona vermelha, camisa azul e calça bege, o autor da próxima novela das sete da Globo foi bombardeado com perguntas de jornalistas e fãs que foram lá para conferir o movimento.

    Nas paredes do estúdio, montado na Ilha Berrini especialmente para o evento e para uma festa que acontecerá no próximo domingo com a presença de 15 atores do elenco da novela, estavam expostas cartas de tarô contendo os sete pecados capitais: luxúria, inveja, vaidade, ira, gula, avareza e preguiça.

    "Acho que os pecados são formas de comportamento. Em certa medida já não são vistos como pecados", filosofou o autor.

    E qual destes pecados você mais comete, perguntou uma jornalista. "Adoraria dizer que é a luxúria, mas depois dos 50 virou a gula!!", brincou, justificando a barriguinha saliente que seu alter-ego virtual ostenta.

    Nem um incidente ocorrido no meio da encontro tirou o bom humor de Carrasco. A confusão foi provocada por um avatar inconveniente que, vestindo camiseta com o logotipo de outra emissora, lançava provocações contra o autor e a Rede Globo. "Não vamos trazer coisas feias para aqui dentro. Sua atitude é muito feia", tentava apaziguar o autor, para não se entregar a mais um dos sete pecados: a ira.

    Não satisfeito, o pentelho passou a estourar bombas para chamar ainda mais a atenção. A polícia foi acionada e recebida a tiros. Dominado, o marginal foi retirado à força do local sem que houvesse feridos. Perdão tem limites.



    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  16. Atualizado em -

    Derrubando fronteiras

    Mais uma da série real/virtual. Acabei de receber - pelo correio - o primeiro exemplar da revista "Second Life Brasil", que faz o caminho contrário do que tenho visto até agora: tira notícias do universo de pixels de Second Life e as imprime em papel - de muito boa qualidade, diga-se de passagem. A iniciativa é da brasileira Futuro Comunicação, mesma editora das revistas "EGM", "Nintendo World" e "Superdicas Playstation".

    A primeira edição, que está sendo vendida nas bancas da vida real por R$ 8,90, funciona como um excelente guia para os "noobs", isto é, os recém-chegados a Second Life. Ricamente ilustradas, as reportagens cobrem desde dicas preciosas para dar os primeiros passos no mundo virtual e melhorar o visual dos avatares até roteiros de cinemas e pontos de visitação imperdíveis em SL. Tem até uma espécie de coluna social, com a lista das personalidades - e seus respectivos apelidos - mais famosas de SL.

    Os anúncios, base de sustentação de qualquer publicação que precise sobreviver nas bancas, ainda são poucos e restritos a empresas baseadas no mundo real. A brincadeira vai começar a ficar interessante quando empresários de SL começarem a converter seus dólar-lindens em reais e anunciar seus produtos para além das fronteiras do virtual.

    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  17. Atualizado em -

    Moda invade o Second Life. Second Life invade a moda



    A cada dia que passa a RL (real life) e a SL (second life) se misturam ainda mais. Soube hoje, na RL, que a grife masculina Reserva irá levar o Second Life para o desfile de sua coleção no Fashion Rio na próxima quinta-feira (7).

    A idéia é colocar um telão atrás da passarela e mostrar imagens de um desfile virtual enquanto os modelos exibem as mesmíssima peças de roupa no desfile real.

    A primeira parte do projeto foi realizada ontem, em Second Life, na Ilha Búzios. Segundo Rony Meisler, um dos sócios da grife, cerca de 60 pessoas participaram do desfile digital.

    "Contratamos uma agência especializada para a organização do evento. Funcionários da agência operaram os avatares e três deles foram operados por mim e meus sócios, Fernando Sigal e Diogo Mariani", revelou.

    Além das fotos que você vê aqui, tudo foi registrado em vídeo e será transmitido no telão do Fashion Rio.

    "As roupas são criadas por nós. Supervisionamos o trabalho de uma designer, especializada na criação de roupas para avatares, que transformou os croquis da nossa coleção de verão para o 3D", acrescentou Meisler.

    Agora a boa notícia para os "fashion victims" de Second Life. Quem quiser usar uma dessas peças poderá encontrá-las, a partir de meados de setembro, em uma loja virtual da grife.

    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  18. Atualizado em -

    Second Life também terá sua vila do Pan




    Há menos de um mês da abertura dos Jogos Pan-americanos no Rio, as obras para a construção da vila olímpica estão a todo vapor. Na vida real e também em Second Life. O G2 foi conferir com exclusividade, nesta quinta-feira, a movimentação na vila virtual, que deve abrir as portas para o público nos próximos dias.


    O projeto está sendo tocado pelos donos da Ilha Brasil em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro. Segundo Gaston Nouvelle, proprietário e operário da ilha, a idéia é reunir os torcedores no local e realizar a transmissão em tempo real das competições esportivas para os residentes do universo virtual através de telões espalhados pela vila. Um enorme mural reunirá fotos da torcida brasileira de SL.


    Através de um bondinho, nos mesmos moldes do carioca, o visitante poderá fazer um tour pelos principais pontos da ilha: o Museu do Pan, a Pira Olímpica, a lojinha com souvenirs do mascote Kauê, o Pão de Açúcar e até uma praia paradisíaca com sombra e coqueiros de onde será possível ver os jogos.


    Contaminado pelo excesso de realidade, pergunto a Gaston se não haverá nenhuma competição esportiva realizada ali mesmo, na vila virtual - quem sabe uma prova de iatismo para botar o estiloso pier para funcionar:

    "Não. O que estamos fazendo é um ponto de encontro para o Pan. São 48 modalidades, então não dá para colocar todas", explica.


    Faz sentido, mas não estranhe se qualquer dia desses alguém te convidar para assistir as primeiras Olimpíadas de Second Life, com modalidades como Tringo, Slingo, Gorean e Midian City, alguns dos jogos mais populares por aqui.







    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  19. Atualizado em -

    "Garota Second Life"



    A revista "Maxim", uma espécie de VIP americana, divulgou a sua famosa lista Hot 100, com as 100 mulheres mais bonitas e interessantes do momento. Este ano Lindsay Lohan ficou em primeiro lugar, e Jessica Alba em segundo.

    Há várias desconhecidas para o público brasileiro, mas a número 95 é familiar a quem frenqüenta este blog. Com a singela imagem ao lado, com a descrição "a garota Second Life", a revista homenageou todos os avatares femininos que povoam o mundo virtual da Linden Labs.

    É mais uma prova da força de SL, principalmente se lembrarmos que Britney Spears, Paris Hilton e Jennifer Aniston nem entraram na lista...

    Postado por Pedro Ock, do G2, em Second Life

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  20. Atualizado em -

    Um pulinho em "Nova York"

    Fui conferir, na noite de ontem, uma das ilhas mais badaladas atualmente de Second Life. Trata-se de Downtown, criação conjunta de seis residentes descolados de SL, que reproduz com "certa fidelidade" o bairro do Brooklyn, em Nova York - isso foi o que me disse a designer Pushbutton Skolnick, uma das responsáveis pelo projeto, porque na verdade nunca tive a chance de visitar a metrópole americana da RL.

    Verossímil ou não, pouco importa, o que mais impressiona no local é a qualidade das construções e texturas. Tudo preserva aquele ar sujo-desgastado dos bairros barra-pesada da NY do cinema misturado com a cara moderninha que os artistas, músicos e gente da moda costumam trazer a esses locais. Tem uma reprodução de China Town e até um metrô - com quatro estações! - funcionando.

    Um dos destaques de Downtown, como o próprio nome sugere (Centro, em inglês), são as lojas de roupas. Algumas das grifes mais conhecidas do mundinho fashion de SL já vendem seus produtos por lá, entre elas, Accessory Arsenal, Back and Forth, dirtchild, The Young Urban e Tohru.

    Mas o que atraiu mesmo a atenção deste repórter foi a Savoy, réplica perfeita de uma dessas megalojas de discos bacanas, tipo a Amoeba da Califórnia, que, feliz ou infelizmente, não tem nada à venda. A diversão é ir até lá e ficar fuçando nas capinhas de discos e pôsteres para ver se o cardápio te agrada. Metido à besta, tentei desafiar a dona do espaço - a mesma Pushbutton lá de cima - e perguntei se havia algo de música brasileira.

    "Sim, tenho um Os Mutantes bem aqui", emendou, apontando para a capinha verde e preta dos heróis da psicodelia brasileira. "Eu amo, amo, AMO Os Mutantes. Fui assistir a um show deles no verão passado", derreteu-se.

    Depois dessa, quando não duvidava quase de mais nada, resolvi me despedir. "Foi um prazer conhecê-la", disse eu, em inglês. "Prazer", respondeu ela em inglês também, para depois emendar, em bom português:

    "Não vá se perder por aí!"

    ??

    "Eu aprendi todo o meu português com Os Mutantes", completou, agora de volta à sua língua nativa. Ah, esse Second Life tem cada uma...

    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  21. Atualizado em -

    Fala português?

    Depois de um período de testes a versão brasileira do Second Life finalmente está no ar. Administrado pela Kaizen Games em parceria com o portal iG, o Second Life Brasil é o ponto de partida ideal para quem não fala inglês e está caindo de gaiato no universo de SL. Além de oferecer o programa em português e a venda de assinatura em reais, o SL Brasil oferece um tutorial para que os novos residentes aprendam a se movimentar, interagir com objetos e dar um tapa no visual antes de sair por aí explorando sua vida digital.

    Mesmo já sabendo alguns truques aqui dentro, resolvi fazer o 'test drive' do SL Brasil e tudo pareceu estar bem explicadinho. Vale seguir tudo até o final, porque em uma das últimas provas eles pedem que você voe até o edifício japonês - bela construção, aliás! - e toque o sino no topo da torre. Se tudo der certo, você é teleportado para uma área onde ganha uma série de brindes gratuitos: avatares, jóias, roupas, acessórios etc.

    Em tempo: no release que recebi do pessoal que está divulgando o SL Brasil, eles chamam essa área de Ilha do Nascimento. Apesar de bem sacado, o nome não te leva a lugar nenhum se tentar dar uma busca na ferramenta de 'search' do SL. A dica que recebi de um amigo é a seguinte: entre no mapa e procure o lugar pelo codinome Kgbr03. Comigo deu certo.

    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  22. Atualizado em -

    Chico Bento, Chico Benton...

    Uma das coisas que mais me impressionaram em minha visita à ilha oficial do Second Life Brasil - não confundir com a Ilha Brasil - foi uma exposição de histórias em quadrinhos intitulada "O que é o Brasil". A mostra reúne reproduções em tamanho grande de páginas de HQs desenhadas tanto por artistas famosos do meio, como Fernando Gonzalez, Ziraldo e Adão Iturrusgarai, quanto por uma moçada independente menos conhecida.

    As histórias têm como temática comum a exploração de algum elemento da identidade brasileira, seja o futebol, a feijoada, a Amazônia ou as sandálias havaianas. Pode até parecer clichê para nós, mas o resultado final dos trabalhos é bem bacana mesmo. Entendo que não é muito a proposta do SL Brasil, que nasceu como um lugar para falantes do português, mas até que não seria má idéia traduzir esse material para o inglês e montar uma exposição itinerante. Os gringos iriam adorar.

    Mas o melhor mesmo da mostra ficou guardado para o final. À certa altura do passeio, dei de cara com um sujeitinho que jamais imaginei encontrar por aqui: Chico Bento (sem o n!), o saudoso personagem dos quadrinhos de Mauricio de Sousa que inspirou o batismo deste repórter virtual. De caipira para caipira: "A bença, Chico Bento". Pena que eu não tivesse um chapéu para tirar ali na hora...

    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  23. Atualizado em -

    Choque de realidade

    Minha última parada do tour pelos novos latifúndios da Kaizen foi a praia de Copacabana. Apesar do sol que você vê nas fotos, já era alta madrugada (na vida real) e não encontrei praticamente nenhuma alma viva por lá. A esperança aumentou quando avistei, ao longe, uma figura sentada num dos bancos da orla, que reproduz fielmente cada curva do calçadão carioca mais famoso do mundo. Era a estátua de Carlos Drummond de Andrade, que como você poderia desconfiar, não rende exatamente um bom papo.

    O jeito foi matar o tempo explorando o lugar. Especialmente na avenida litorânea a semelhança com o Rio real é enorme. Estão lá os postos, os quiosques com batidinhas e sucos de frutas, as cadeiras e guarda-sóis e, claro, os equipamentos de musculação instalados na areia. Do alto do meu físico de jornalista, me arrisquei até a fazer umas barras e abdominais. No mundo virtual é melhor que não cansa!

    Mas, parado ali, naquela "maquete" gigantesca e deserta da cidade maravilhosa uma pergunta que venho me fazendo há tempos voltou a me incomodar: se o Second Life é a justamente a chance de viver uma segunda vida, por que é que as pessoas ainda insistem em reproduzir tintim por tintim a sua primeira aqui dentro?


    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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  24. Atualizado em -

    “Isto é Esparta!”

    Vestido com a típica indumentária espartana, solto o grito “This is Sparta” (“Isto é Esparta!”) e mando, com um chute no peito, Chico Benton para o buraco. Em poucos segundos ele sairia de lá voando, mas deu para me sentir o próprio Leônidas escorraçando os mensageiros persas.

    Mas tudo não passou de uma brincadeira dentro da exposição que o estúdio que produziu o filme “300”. Logo na entrada há um grande cinema ao ar livre que exibe o trailer e trechos do filme. Há uma porção de pessoas por ali trajadas com roupas espartanas. Logo descubro uma vila espartana igual a do filme, com todos os trajes disponíveis, de graça.

    Troco meu jeans e camiseta por sandálias, capa, lança e um escudo que já vem “de fábrica” perfurado por flechas. Vou até o buraco no qual Leônidas joga os mensageiros persas no filme e caio de propósito para ver o que há lá dentro. Quase nada, a não ser um comando que faz o avatar soltar um chute e gritar, como o rei espartano, “This is Sparta”.

    Convoco o amigo Chico Benton para participar da brincadeira. Ele se posiciona na beira do famoso buraco à espera do chute. Infelizmente o pé do meu avatar atravessa o peito de Chico e não gera o resultado esperado. Chico cai no buraco também de propósito.

    Fim da brincadeira. Mas a exposição ainda tem desenhos de Frank Miller, músicas da trilha sonora e mais objetos grátis. Para quem tem o “Second life” instalado no computador é só clicar aqui para chegar à exposição virtual de “300”.

    Postado por Pedro Ock, do G2, em Esparta, no Second Life

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  25. Atualizado em -

    Duas vezes Ilha Brasil


    A Ilha Brasil, ponto de maior concentração de residentes brazucas em Second Life, acaba de dobrar de tamanho. O novo espaço tem construções no estilo colonial com direito a calçamento de paralelepípedos, postes antigos e até a uma capelinha barroca, onde acontecerão missas semanais.

    A ampliação é bem-vinda já que, nos últimos tempos, o excesso de tráfego estava provocando lentidão nas áreas mais movimentadas da ilha.

    Segundo Guilherme Paslong, um dos proprietários da área, o espaço da Ilha saltou de 65 km2 para 130 km2.

    Ainda segundo ele, um dos principais atrativos do novo lote de terras são as lojas que se instalaram no local, como a cadeia internacional Bubblefish, que já soma 75 estabelecimentos em todo o mundo de SL.

    Para comprar ou simplesmente para passear, vale a visita.

    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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Bem-vindo à sucursal do G1 em "Second life". Isto não é um jogo. É um mundo virtual habitado por mais de 1,5 milhão de residentes que interagem, consomem, se divertem e trabalham nas mais diversas atividades. Como Chico Benton e Pedro Ock, nossos dois repórteres escalados para fazer a cobertura de tudo o que acontece lá dentro.






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