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"Está vivo?"
"O sim é projetado com 60 mil m2 de esgotos. Dá para se perder feio aqui", me diz Gaston, enquanto nos guia com uma lanterna pelos corredores subterrâneos de Lendas Urbanas. "À noite isso é tétrico."
"As mordidas dos vampiros aqui realmente ferem; as armas podem matar". Um calafrio percorreu a minha espinha virtual quando me dei conta que, dali a poucos minutos, uma daqueles lápides traria o meu nome inscrito nela. Sim, hoje, eu estava ali para morrer. Meu amigo - e em breve executor e coveiro -, tentou quebrar o gelo: "O que devo escrever na lápide, te vejo no My World?".
Mas, por mais que o número de brasileiros em SL venha aumentando a cada dia (alguém se lembra do Orkut?), muitas vezes já é possível sentir um certo descontentamento no ar. "Aquilo virou uma cidade fantasma", desabafou uma colega-virtual deste repórter que preferiu não se identificar por ainda manter um blog sobre SL. "Só entro lá porque sou obrigada. Não há nada de interessante acontecendo."
"Minha opinião é que, se você vai evocar conceitos do mundo real como 'lugares' em que 'você vai', então é preciso lidar com expectativas do mundo real. Nós não gostamos de prédios vazios na vida real; por que devemos ser mais tolerantes com eles em SL? Afinal, cidades-fantasma têm fantasmas, também, mas isso não as torna mais atraentes."
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Wagner James Au conta em seu blog a repercussão do protesto do sindicato italiano contra a IBM. Vale notar o engajamento de figuras revolucionárias como o triângulo verde. Segundo dados “oficiais”, a greve reuniu cerca de 1850 manifestantes. Atualizado em -
“Montar a sede da empresa no Second Life” é coisa do passado. O importante agora é fazer greve contra os patrões no universo virtual.Atualizado em -

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Fato inédito em minha segunda vida foi ter entrado lá durante a noite. Como boa paulistana, encanei quando me vi em um lugar vazio, completamente tomado pela escuridão. Pior: nesse clima nada amigável, eu estava usando minhas sandálias douradas que poderiam funcionar como um chamariz para pessoas mal-intencionadas. Foi aí que minha vizinha Lígia, aqui da redação, levantou a assustadora questão. “Dá pra ser assaltada no Second Life?” Antes de dar a resposta, e de descobrir que dá pra forçar um sol virtual na segunda vida, desconectei. A sandália digital dourada é minha e ninguém tasca!Atualizado em -
O nadador Thiago Pereira, fenômeno brasileiro nos Jogos Pan-americanos com seis medalhas, participou hoje de um bate-papo com os residentes na Ilha do Pan. Vestindo um fast skin (espécie de colant para natação) preto que deixava os músculos digitais à mostra, o rapaz fez sucesso com as meninas também no mundo virtual.
"Eu acho que as vaias são mais para tentar desconcentrar o adversário. É como se fosse um jogo de futebol. Quando você está na casa do adversário, a torcida acaba sempre vaiando o time que está jogando contra o da casa", respondeu o atleta.Atualizado em -
Um dos maiores empresários do sexo em Second Life, o residente Stroker Serpentine, está processando outro residente, identificado como Volkov Catteneo, por copiar uma de suas principais invenções no universo virtual: a SexGen bed, uma cama erótica que vem com mais de 150 animações para apimentar a relação dos avatares. Atualizado em -
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“Estou com peitos gigantes”, espantou-se a atriz Megan Fox, que faz o papel de Mikaela, uma das protagonistas do filme, ao lado de Shia LaBeouf, que interpreta Sam. Megan se referia ao seu avatar em “Second life”, que usava uma blusa decotada.
Bay deu a impressão de estar um pouco irritado no início, ao falar dos Transformers, “nunca colecionei, era velho demais quando eles foram lançados”, mas logo se sentiu mais à vontade falando do filme, estimado em US$ 150 milhões.
Diretor e produtor saíram de cena para a entrevista com os atores Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel e Tyrese Gibson. Shia, que já havia sido bastante elogiado por Bay e Bonaventura (os dois o chamaram de “novo Tom Hanks”), falou sobre como é trabalhar no set com Bay e Steven Spielberg, produtor do filme. “Spielberg é mais planejador, Bay só pensa em criar acidentes de carro”, brincou.Atualizado em -
É... o Second Life está mesmo na moda. Literalmente. Depois do Fashion Rio, agora é a vez da São Paulo Fashion Week dar as caras por aqui. O canal GNT acaba de inaugurar um espaço na Ilha Brasil exclusivamente para a semana de moda (de 13 a 19 de junho). O lounge terá festas diárias a partir das 21h com direito a DJs e brindes diversos, incluindo apliques de cabelos para as avatares mais vaidosas. Os que já estiverem se sentido estilosos o suficiente podem ainda encarar a passarela montada no lugar sob os olhares atentos dos fashionistas virtuais de plantão. As apresentadoras Lilian Pacce e Chris Nicklas também prometem dar as caras por lá. Atualizado em -

Nas paredes do estúdio, montado na Ilha Berrini especialmente para o evento e para uma festa que acontecerá no próximo domingo com a presença de 15 atores do elenco da novela, estavam expostas cartas de tarô contendo os sete pecados capitais: luxúria, inveja, vaidade, ira, gula, avareza e preguiça.
"Acho que os pecados são formas de comportamento. Em certa medida já não são vistos como pecados", filosofou o autor.
Nem um incidente ocorrido no meio da encontro tirou o bom humor de Carrasco. A confusão foi provocada por um avatar inconveniente que, vestindo camiseta com o logotipo de outra emissora, lançava provocações contra o autor e a Rede Globo. "Não vamos trazer coisas feias para aqui dentro. Sua atitude é muito feia", tentava apaziguar o autor, para não se entregar a mais um dos sete pecados: a ira. Atualizado em -
Mais uma da série real/virtual. Acabei de receber - pelo correio - o primeiro exemplar da revista "Second Life Brasil", que faz o caminho contrário do que tenho visto até agora: tira notícias do universo de pixels de Second Life e as imprime em papel - de muito boa qualidade, diga-se de passagem. A iniciativa é da brasileira Futuro Comunicação, mesma editora das revistas "EGM", "Nintendo World" e "Superdicas Playstation".Atualizado em -
A cada dia que passa a RL (real life) e a SL (second life) se misturam ainda mais. Soube hoje, na RL, que a grife masculina Reserva irá levar o Second Life para o desfile de sua coleção no Fashion Rio na próxima quinta-feira (7).
A primeira parte do projeto foi realizada ontem, em Second Life, na Ilha Búzios. Segundo Rony Meisler, um dos sócios da grife, cerca de 60 pessoas participaram do desfile digital.
Além das fotos que você vê aqui, tudo foi registrado em vídeo e será transmitido no telão do Fashion Rio. Atualizado em -

O projeto está sendo tocado pelos donos da Ilha Brasil em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro. Segundo Gaston Nouvelle, proprietário e operário da ilha, a idéia é reunir os torcedores no local e realizar a transmissão em tempo real das competições esportivas para os residentes do universo virtual através de telões espalhados pela vila. Um enorme mural reunirá fotos da torcida brasileira de SL.
Através de um bondinho, nos mesmos moldes do carioca, o visitante poderá fazer um tour pelos principais pontos da ilha: o Museu do Pan, a Pira Olímpica, a lojinha com souvenirs do mascote Kauê, o Pão de Açúcar e até uma praia paradisíaca com sombra e coqueiros de onde será possível ver os jogos.
Contaminado pelo excesso de realidade, pergunto a Gaston se não haverá nenhuma competição esportiva realizada ali mesmo, na vila virtual - quem sabe uma prova de iatismo para botar o estiloso pier para funcionar:
Faz sentido, mas não estranhe se qualquer dia desses alguém te convidar para assistir as primeiras Olimpíadas de Second Life, com modalidades como Tringo, Slingo, Gorean e Midian City, alguns dos jogos mais populares por aqui. Atualizado em -

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Fui conferir, na noite de ontem, uma das ilhas mais badaladas atualmente de Second Life. Trata-se de Downtown, criação conjunta de seis residentes descolados de SL, que reproduz com "certa fidelidade" o bairro do Brooklyn, em Nova York - isso foi o que me disse a designer Pushbutton Skolnick, uma das responsáveis pelo projeto, porque na verdade nunca tive a chance de visitar a metrópole americana da RL.
Verossímil ou não, pouco importa, o que mais impressiona no local é a qualidade das construções e texturas. Tudo preserva aquele ar sujo-desgastado dos bairros barra-pesada da NY do cinema misturado com a cara moderninha que os artistas, músicos e gente da moda costumam trazer a esses locais. Tem uma reprodução de China Town e até um metrô - com quatro estações! - funcionando.
Um dos destaques de Downtown, como o próprio nome sugere (Centro, em inglês), são as lojas de roupas. Algumas das grifes mais conhecidas do mundinho fashion de SL já vendem seus produtos por lá, entre elas, Accessory Arsenal, Back and Forth, dirtchild, The Young Urban e Tohru.
"Sim, tenho um Os Mutantes bem aqui", emendou, apontando para a capinha verde e preta dos heróis da psicodelia brasileira. "Eu amo, amo, AMO Os Mutantes. Fui assistir a um show deles no verão passado", derreteu-se.Atualizado em -
Depois de um período de testes a versão brasileira do Second Life finalmente está no ar. Administrado pela Kaizen Games em parceria com o portal iG, o Second Life Brasil é o ponto de partida ideal para quem não fala inglês e está caindo de gaiato no universo de SL. Além de oferecer o programa em português e a venda de assinatura em reais, o SL Brasil oferece um tutorial para que os novos residentes aprendam a se movimentar, interagir com objetos e dar um tapa no visual antes de sair por aí explorando sua vida digital.
Mesmo já sabendo alguns truques aqui dentro, resolvi fazer o 'test drive' do SL Brasil e tudo pareceu estar bem explicadinho. Vale seguir tudo até o final, porque em uma das últimas provas eles pedem que você voe até o edifício japonês - bela construção, aliás! - e toque o sino no topo da torre. Se tudo der certo, você é teleportado para uma área onde ganha uma série de brindes gratuitos: avatares, jóias, roupas, acessórios etc.
Em tempo: no release que recebi do pessoal que está divulgando o SL Brasil, eles chamam essa área de Ilha do Nascimento. Apesar de bem sacado, o nome não te leva a lugar nenhum se tentar dar uma busca na ferramenta de 'search' do SL. A dica que recebi de um amigo é a seguinte: entre no mapa e procure o lugar pelo codinome Kgbr03. Comigo deu certo.Atualizado em -
Uma das coisas que mais me impressionaram em minha visita à ilha oficial do Second Life Brasil - não confundir com a Ilha Brasil - foi uma exposição de histórias em quadrinhos intitulada "O que é o Brasil". A mostra reúne reproduções em tamanho grande de páginas de HQs desenhadas tanto por artistas famosos do meio, como Fernando Gonzalez, Ziraldo e Adão Iturrusgarai, quanto por uma moçada independente menos conhecida.
As histórias têm como temática comum a exploração de algum elemento da identidade brasileira, seja o futebol, a feijoada, a Amazônia ou as sandálias havaianas. Pode até parecer clichê para nós, mas o resultado final dos trabalhos é bem bacana mesmo. Entendo que não é muito a proposta do SL Brasil, que nasceu como um lugar para falantes do português, mas até que não seria má idéia traduzir esse material para o inglês e montar uma exposição itinerante. Os gringos iriam adorar.
Mas o melhor mesmo da mostra ficou guardado para o final. À certa altura do passeio, dei de cara com um sujeitinho que jamais imaginei encontrar por aqui: Chico Bento (sem o n!), o saudoso personagem dos quadrinhos de Mauricio de Sousa que inspirou o batismo deste repórter virtual. De caipira para caipira: "A bença, Chico Bento". Pena que eu não tivesse um chapéu para tirar ali na hora...Atualizado em -
Minha última parada do tour pelos novos latifúndios da Kaizen foi a praia de Copacabana. Apesar do sol que você vê nas fotos, já era alta madrugada (na vida real) e não encontrei praticamente nenhuma alma viva por lá. A esperança aumentou quando avistei, ao longe, uma figura sentada num dos bancos da orla, que reproduz fielmente cada curva do calçadão carioca mais famoso do mundo. Era a estátua de Carlos Drummond de Andrade, que como você poderia desconfiar, não rende exatamente um bom papo.
O jeito foi matar o tempo explorando o lugar. Especialmente na avenida litorânea a semelhança com o Rio real é enorme. Estão lá os postos, os quiosques com batidinhas e sucos de frutas, as cadeiras e guarda-sóis e, claro, os equipamentos de musculação instalados na areia. Do alto do meu físico de jornalista, me arrisquei até a fazer umas barras e abdominais. No mundo virtual é melhor que não cansa!
Mas, parado ali, naquela "maquete" gigantesca e deserta da cidade maravilhosa uma pergunta que venho me fazendo há tempos voltou a me incomodar: se o Second Life é a justamente a chance de viver uma segunda vida, por que é que as pessoas ainda insistem em reproduzir tintim por tintim a sua primeira aqui dentro? Atualizado em -
Vestido com a típica indumentária espartana, solto o grito “This is Sparta” (“Isto é Esparta!”) e mando, com um chute no peito, Chico Benton para o buraco. Em poucos segundos ele sairia de lá voando, mas deu para me sentir o próprio Leônidas escorraçando os mensageiros persas.
Mas tudo não passou de uma brincadeira dentro da exposição que o estúdio que produziu o filme “300”. Logo na entrada há um grande cinema ao ar livre que exibe o trailer e trechos do filme. Há uma porção de pessoas por ali trajadas com roupas espartanas. Logo descubro uma vila espartana igual a do filme, com todos os trajes disponíveis, de graça.
Convoco o amigo Chico Benton para participar da brincadeira. Ele se posiciona na beira do famoso buraco à espera do chute. Infelizmente o pé do meu avatar atravessa o peito de Chico e não gera o resultado esperado. Chico cai no buraco também de propósito. Atualizado em -
A Ilha Brasil, ponto de maior concentração de residentes brazucas em Second Life, acaba de dobrar de tamanho. O novo espaço tem construções no estilo colonial com direito a calçamento de paralelepípedos, postes antigos e até a uma capelinha barroca, onde acontecerão missas semanais.
Segundo Guilherme Paslong, um dos proprietários da área, o espaço da Ilha saltou de 65 km2 para 130 km2.
Para comprar ou simplesmente para passear, vale a visita.