
"Um passo para o homem, um salto para a humanidade": a equipe do
G1 finca
finalmente sua bandeira no território virtual de Second Life
Vida 2.0Olá! Nós somos Chico Benton e Pedro Ock, repórteres especiais do G2 encarregados de cobrir o universo de Second Life.
Juntos somos os primeiros brasileiros a estabelecer uma sucursal jornalística por aqui, seguindo os passos de colegas no ofício como Adam Reuters, da agência de notícias Reuters, e o pioneiro Hamlet Au, um dos mais experientes e antenados jornalistas por estas bandas digitais.
Second Life é um mundo virtual online que só existe dentro dos computadores das pessoas. Como o próprio nome sugere, aqui, elas podem viver uma segunda vida.
Cada usuário de SL é chamado de
residente e interage com os outros residentes por meio de um "avatar", que nada mais é do que a representação em pixels de cada um.
São os próprios residentes que escolhem e modificam a aparência de seus avatares. Então não se assuste se um dia deparar por aqui com um entrevistado na forma de duende, extra-terreste ou boneco de neve - no Natal, sabe como é, eles aparecem aos montes...
A princípio, pode soar maluca a idéia de uma dupla de jornalistas escrevendo reportagens sobre um mundo que "não existe" a não ser nos servidores de uma companhia criada em 2003, em San Francisco, na Califórnia.
Mas, acredite: Second life é mais real do que se poderia imaginar. Com uma área equivalente a duas vezes a do estado do Rio de Janeiro, uma população de 1,9 milhão de residentes e
produto interno bruto de US$ 64 milhões, SL é um mundo aberto onde é possível fazer qualquer coisa. Mesmo.
Com um pouco de treino na ferramenta de modelagem que acompanha o software gratuito que os usuários de Second Life têm de instalar antes de se aventurar por ele, um residente é capaz de criar os mais diversos objetos a partir do nada. Seja uma camiseta nova com seu logotipo próprio, um jogo de mesa e cadeiras para a sala de jantar, uma casinha de campo, um prédio de apartamentos completo, um avião, um foguete... Tudo só depende da imaginação e da dedicação de cada um. (Muitos se dedicam bastante e depois vendem suas criações nas milhares de lojas e shopping centers de SL).
Outro aspecto importante de Second Life são os relacionamentos entre os próprios residentes, que conversam, discutem, gesticulam e até
namoram entre si. A comunicação funciona como uma espécie de chat: basta começar a digitar as palavras e o texto aparecerá na tela como nos programas de mensagens instantâneas e nas antigas salas de bate-papo.
A língua oficial na maior parte do território ainda é o inglês, mas isso pode começar a mudar agora com uma mãozinha dos leitores do G2. A presença de brasileiros em Second Life, aliás, tem crescido e deve aumentar ainda mais a partir de 2007 quando a Kaizen Corp finalmente passar a administrar, em reais, as contas dos
usuários brasileiros.
Fontes deste repórter já adiantaram inclusive que o ministro-cantor Gilberto Gil está estudando um convite para fazer um show ao vivo dentro do universo de Second Life, seguindo o caminho aberto por artistas como Suzanne Vega, Duran Duran e o rapper americano Chamilionaire, que também já se apresentaram em versão virtual aqui em SL.
Mas isso é papo para um outro post. Nossa aventura está apenas começando e teremos certamente muitas histórias saborosas para contar. Ajeite-se na cadeira, esqueça aqueles desajeitados óculos de "realidade virtual" e venha testemunhar algumas cenas da vida 2.0 a partir dos olhos desses dois intrépidos repórteres virtuais.
Bem-vindo ao
G2.
Postado por Chico Benton e Pedro Ock, do G2, em Second Life