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    "I... wanna rock'n'roll all niiiiite / and party everyday!!!"

    A dica sobre a festa apareceu aqui mesmo, nos comentários deste blog:

    "Teremos uma festa na ILHA BRASIL hoje a partir das 22 h e conto com a presença de vocês lá..."

    Curioso sobre essa história de Ilha Brasil, um megaempreendimento que está sendo construído por residentes brasileiros no Second Life e do qual você ainda vai ouvir falar mais em breve aqui, decidi seguir a pista.

    Como a tal da Ilha Brasil ainda não está aberta a visitantes - o que só deve acontecer em fevereiro -, o melhor ponto de encontro para os residentes brazucas é a Central do Brasil.

    Localizada na região de Mugunghwa (Mongaguá?), a central é um dos poucos espaços no universo anglófono de Second Life onde já é possível conversar em português tranqüilamente, sem constrangimentos.


    E foi lá que uma simpática pirata me entregou o convite para a festa, que, como eu temia, não seria na Ilha Brasil, mas na ilha mediterrânea de Minorca - a versão virtual dela em SL, é bom deixar claro.

    Clicando no convite, me teleportei para o local da balada: uma praia com coqueiros, fogueira e, mais adiante, uma enorme caravela, de onde o DJ e organizador da festa Guilherme Paslong comandava o som.


    Comprada por ele apenas para a festa, a embarcação era uma réplica bem acabada do navio do personagem Jack Sparrow, de "Piratas do Caribe". E Paslong - que dias atrás eu havia conhecido num visual mais "arrumadinho" -, havia se transformado ele próprio no Jack Sparrow de Johnny Depp especialmente para a ocasião.

    O deck estava apinhando de gente, a maioria também vestida de pirata, em fantasias inspiradíssimas compradas nas centenas de lojas de SL ou confeccionadas pelos próprios residentes. Nos alto-falantes do meu laptop, desfilavam hits das pistas, para todos os gostos - "Born slippy", do Underworld, "Superstylin", do Groove Armada, "Rock`n`roll all nite", do Kiss...

    Clicando em um enorme balão verde-e-amarelo, meu avatar se pôs a chacoalhar no ritmo da música, acompanhando as divertidas dancinhas pré-programadas disponibilizadas pelos organizadores da festa para o pessoal se jogar na pista com estilo enquanto gasta os dedos papeando sobre os mais diversos assuntos, como numa sala de chat qualquer.

    Bastante comuns no universo de Second Life, as festas e clubes noturnos são na verdade mais uma desculpa para a socialização entre os residentes.

    E foi isso que tentei fazer.

    Aproveitando o avançado da noite - a festa já rolava havia quase 3 horas - e a garrafa de vodca na mão de Calista Jubilee, a bela morena de olhos verdes e pele bronzeada que acabava de se tornar minha amiga, puxei papo:

    "A festa tá boa, né?".

    "Muito, principalmente porque quase todos aqui são meus amigos", disse ela.

    "Ei, agora eu sou também", emendei, empolgado.

    "Sim, mas temos que dar um jeitinho nesse seu avatar. Está newbie, que é como chamamos os novatos por aqui..." Toma, mané!

    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life


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G2

Bem-vindo à sucursal do G1 em "Second life". Isto não é um jogo. É um mundo virtual habitado por mais de 1,5 milhão de residentes que interagem, consomem, se divertem e trabalham nas mais diversas atividades. Como Chico Benton e Pedro Ock, nossos dois repórteres escalados para fazer a cobertura de tudo o que acontece lá dentro.






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