Tucanaram o Second Life
Preferências políticas à parte, fui visitar a sede do auto-proclamado primeiro partido partido brasileiro em Second Life. Por iniciativa de um militante, Tucano Paravane (e por aí vocês já podem descobrir qual o partido do sujeito), o PSDB ganhou uma bem organizada sede virtual.
Localizado em um chique condomínio que abriga algumas empresas, o
diretório virtual do PSDB (o terreno é alugado por 2.400 Linden dólares por mês, algo em torno de nove dólares de acordo com a cotação de hoje) tem uma grande placa do lado de fora com o símbolo do partido. Lá dentro, bati um papo com Tucano, o idealizador do projeto e cheio de planos para o espaço.
“O primeiro plano é dar cursos de administração pública, fiscalização eleitoral, discurso e narrativa, entre outros”, me disse Tucano. Mas ele tem planos maiores: convidar um político de peso para entrar em Second Life. “Tenho feito alguns contatos, mas nada definitivo”.

Pergunto a Tucano se não pode haver um receio dos políticos com o SL por se tratar de um novo meio. Ele acha que não. “De jeito algum. Geraldo Alckmin deu várias manifestações de apoio aos usuários do orkut, inclusive deixando-se fotografar com cartaz mandando um abraço a galera. Acredito que não exista esse receio”.
Nos Estados Unidos, o primeiro político de peso a entrar em SL foi o democrata
Mark Warner, que chegou a ser cotado como um dos mais fortes candidatos à sucessão de George Bush. Se Tucano conseguir, quem sabe não poderemos ter até um debate entre os próximos candidatos dentro de Second Life?
Postado por Pedro Ock, do G2, em Second Life