Formulário de Busca
  1. Atualizado em -

    À espera de um bebê

    TH Araw e Patricia Ristow estão esperando um filho. Sim, um filho: o primeiro bebê brasileiro a nascer em Second Life... Hã?! É isso mesmo: além de passear, bater papo, dançar e trabalhar, aqui neste mundo virtual é possível também prolongar a espécie.

    Existem duas formas de isso acontecer por enquanto – por que o amanhã, em SL, nunca se sabe. A primeira e mais comum é “adotar” um avatar que já existe. Funciona mais ou menos como naquelas brincadeiras de criança, onde fulano é o papai, sicrana é a mamãe, e beltrano é o filhinho. Eles podem viver juntos sob o mesmo teto virtual e tal, mas, na prática, continuam a ser, digamos... auto-gerados.

    No caso de Patricia e TH, entretanto, a coisa é diferente. Depois de namorar por um tempo, o casal de residentes resolveu recorrer a uma clínica de inseminação artificial – dentro de SL, claro – para “encomendar” seu bebê. “Pagamos 3.000 lindens pelo tratamento”, contou-me TH, enquanto imagens românticas dele e da futura mamãe iam se alternando em um imenso telão instalado em seu apartamento.

    “Tu escolhe por quanto tempo quer ficar grávida. Escolhi nove dias. E então o pessoal da clínica faz teus shapes para tu ir trocando durante a gestação”, explicou Patricia, já em seu oitavo dia de gravidez em SL, algo parecido a oito meses na vida real aí fora.

    Apesar de toda a expectativa em torno do nascimento do pequeno Darrell, Patricia insiste que a gravidez foi “um acidente”. (Nota do repórter: só mais tarde descobri que a concepção se dá quando o parceiro clica na barriga já devidamente “fertilizada” da mulher e, ao escolher OK, aceita ser o pai oficial do bebê).

    “Foi meio sem querer que a gente resolveu mesmo. Depois fomos correndo para a clínica”, afirmou Patricia, entregando-me as fotos do ultrassom para comprovar o que estava dizendo.

    Mas nem tudo nessa história são flores. Logo que cheguei ao apartamento de TH, soube que a relação dos dois havia acabado. “Eu sou meio complicado. Estava sentido que iria levar problemas para a nossa família”, reconheceu ele, que trabalha como policial em SL, mas não se preocupa com o dinheiro da pensão. “Ela é rica”.

    Decidida a levar a gravidez até o fim, Patricia também já faz planos para contornar o problema: “Adotei um filho de 6 anos para ser a referência masculina do Darrell na ausência do pai”.

    Ausência, esbraveja TH: “Até parece que vou te dar as costas...”

    OK, OK. Não briguem, crianças.


    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

    Fotos: Patricia Ristow
    Agradecimentos especiais: Bill Hartono


    () comentários | Permalink

perfil

G2

Bem-vindo à sucursal do G1 em "Second life". Isto não é um jogo. É um mundo virtual habitado por mais de 1,5 milhão de residentes que interagem, consomem, se divertem e trabalham nas mais diversas atividades. Como Chico Benton e Pedro Ock, nossos dois repórteres escalados para fazer a cobertura de tudo o que acontece lá dentro.






Formulário de Busca


2000-2007 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade