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    Brasileiros abrem sua primeira galeria de artes em Second Life

    Foi inagurada, na noite desta quinta-feira, a primeira galeria brasileira de artes no Second Life. Apesar de contar com um time de artistas de renome no cenário da produção contemporânea aí de fora, a Noema, como foi batizada a instituição, quer embaralhar constantemente as fronteiras entre a primeira e segunda vidas. Já na primeira exposição da Noema as realidades se confundem e se sobrepõem.

    Trata-se de "Nowhere/anywhere/somewhere", um conjunto de 15 trabalhos da artista - real - Giselle Beiguelman que, em SL, responde por TheGirlofIPnema Tone. A exposição consiste numa série de fotografias tiradas na RL com uma câmera de celular. "São lugares-nenhum", insinua a artista. "Por mais que você olhe não dá para identificar exatamente onde foram tiradas."

    O jogo é que, quando trazidas para dentro da galeria, seja ela real ou virtual, essas imagens viram alguma coisa: viram arte.

    "É mais ou menos como o Second Life, uma série de lugares-nenhum, que só ganham significado à medida que navegamos por eles de forma cinematográfica", sugere a "garota de IPnema".

    Antes que você fale que isso é papo de artista, olhe bem para as fotos ao lado e se pergunte se já não viu isso antes, aqui mesmo em SL. Explico: sabe quando você é aquele novato total e ainda não dominou os controles de zoom e movimentação de câmera aqui dentro? Quando, com o mouse, vai se aproximando mais e mais de um objeto até o ponto em que mal consegue distingüir onde ele ou você mesmo está?

    É mais ou menos isso que Giselle fez com o celular na vida real e que, agora, começa a fazer de novo, dentro de SL, numa segunda fase do projeto. A diferença é que, aqui, não só ela, mas qualquer residente que visite a exposição, poderá mergulhar com sua própria "câmera" nos lugares-nenhum da exposição e interpretá-los à sua própria maneira...

    "O grande desafio é criar uma arte nativa própria do plano do SL", afirma Kings Kemsley, um dos idealizadores da galeria, que, além de Giselle Beiguelman, terá contribuições de artistas como Lucas Bambozzi, VJ Spetto, Luiz Duva, Rick Silva e os norte-americanos Mark America e Heidi Kumao, entre outros. "Mobilizar artistas relevantes é na verdade um modo de provocá-los e convidá-los à tarefa de inventar essa nova fronteira", completa Kemsley.

    E se você está se perguntando se dá para ganhar dinheiro com essa arte, digamos, imaterial, segura essa: todas as obras de "Nowhere/anywhere/somewhere" estão, sim, à venda, em reais ou em lindens, para os colecionadores interessados.


    Postado por Chico Benton, do G2, em Second Life

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Bem-vindo à sucursal do G1 em "Second life". Isto não é um jogo. É um mundo virtual habitado por mais de 1,5 milhão de residentes que interagem, consomem, se divertem e trabalham nas mais diversas atividades. Como Chico Benton e Pedro Ock, nossos dois repórteres escalados para fazer a cobertura de tudo o que acontece lá dentro.






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