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Minha última parada do tour pelos novos latifúndios da Kaizen foi a praia de Copacabana. Apesar do sol que você vê nas fotos, já era alta madrugada (na vida real) e não encontrei praticamente nenhuma alma viva por lá. A esperança aumentou quando avistei, ao longe, uma figura sentada num dos bancos da orla, que reproduz fielmente cada curva do calçadão carioca mais famoso do mundo. Era a estátua de Carlos Drummond de Andrade, que como você poderia desconfiar, não rende exatamente um bom papo.
O jeito foi matar o tempo explorando o lugar. Especialmente na avenida litorânea a semelhança com o Rio real é enorme. Estão lá os postos, os quiosques com batidinhas e sucos de frutas, as cadeiras e guarda-sóis e, claro, os equipamentos de musculação instalados na areia. Do alto do meu físico de jornalista, me arrisquei até a fazer umas barras e abdominais. No mundo virtual é melhor que não cansa!
Mas, parado ali, naquela "maquete" gigantesca e deserta da cidade maravilhosa uma pergunta que venho me fazendo há tempos voltou a me incomodar: se o Second Life é a justamente a chance de viver uma segunda vida, por que é que as pessoas ainda insistem em reproduzir tintim por tintim a sua primeira aqui dentro?